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	<title>Imaginação x inspiração - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-05-10T00:56:09Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://poetica.cienciaaberta.net/sp-mw/index.php?title=Imagina%C3%A7%C3%A3o_x_inspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=3667&amp;oldid=prev</id>
		<title>Nevinho: formatando a página</title>
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		<updated>2010-04-30T20:10:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;formatando a página&lt;/p&gt;
&lt;a href=&quot;https://poetica.cienciaaberta.net/sp-mw/index.php?title=Imagina%C3%A7%C3%A3o_x_inspira%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;diff=3667&amp;amp;oldid=3663&quot;&gt;Mostrar alterações&lt;/a&gt;</summary>
		<author><name>Nevinho</name></author>
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		<title>Betty VH em 18h34min de 30 de abril de 2010</title>
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		<updated>2010-04-30T18:34:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a href=&quot;https://poetica.cienciaaberta.net/sp-mw/index.php?title=Imagina%C3%A7%C3%A3o_x_inspira%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;diff=3663&amp;amp;oldid=3662&quot;&gt;Mostrar alterações&lt;/a&gt;</summary>
		<author><name>Betty VH</name></author>
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		<title>Betty VH: um dia na vida da imaginação (Desafio Literário)</title>
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		<updated>2010-04-30T18:33:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;um dia na vida da imaginação (Desafio Literário)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Nesta morada habitam paz, ternura,&lt;br /&gt;
curiosidade, dúvidas, razão. &lt;br /&gt;
Moram uns ódios, acho, uns medos, juro,&lt;br /&gt;
e uma doida: a imaginação. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Começa o dia: a louca acorda cedo. &lt;br /&gt;
Os outros inda dormem, ela não. &lt;br /&gt;
Me assobia uns sonhos em segredo, &lt;br /&gt;
bordando estrelas sobre meu colchão. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Mas nem ligamos para seus delírios,&lt;br /&gt;
eu e os outros. Acordamos, finalmente.&lt;br /&gt;
Faço uns alongamentos, sento em frente&lt;br /&gt;
ao micro, onde digito algumas laudas&lt;br /&gt;
que mando a um  cliente. &lt;br /&gt;
Espreguiço.&lt;br /&gt;
Só então escovo os dentes...&lt;br /&gt;
É quando a doida da imaginação se esbalda: &lt;br /&gt;
De repente me grita: “O que é isso?!”&lt;br /&gt;
“Isso o quê?”, pergunto, atordoada. &lt;br /&gt;
Ela responde, séria: “Nada, nada.&lt;br /&gt;
É que tinha umas sombras no chuveiro...”&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Já vi que vai zoar o dia inteiro. &lt;br /&gt;
Mas estou conformada: tudo bem.  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eu vou tomar café. Os outros – só assistem.&lt;br /&gt;
A louca vem, &lt;br /&gt;
faz da linhaça alpiste,&lt;br /&gt;
castelos de torradas. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Sobre meus ombros, ri lendo o jornal. &lt;br /&gt;
Mergulha em minha xícara,&lt;br /&gt;
que  fica&lt;br /&gt;
instantaneamente povoada&lt;br /&gt;
de uns goles tortos que engulo sem receio:&lt;br /&gt;
conheço a louca. Ela é assim meio&lt;br /&gt;
destrambelhada, tonta, desatenta, &lt;br /&gt;
mas nunca quis meu mal. &lt;br /&gt;
A louca é, afinal, &lt;br /&gt;
quem me sustenta:&lt;br /&gt;
é dela, enfim, que vivo. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Subo para trabalhar.&lt;br /&gt;
(Se eu tiver sorte, ela me escreve um livro.)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Por tudo e pelos nadas agradeço.&lt;br /&gt;
O livro ainda está bem no começo, &lt;br /&gt;
mas sei que posso, sempre, confiar. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Trabalhamos, brigamos, competimos. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
De bom humor, a louca faz uns mimos, &lt;br /&gt;
me brinda com idéias delirantes&lt;br /&gt;
– que amanhã, ok, levo adiante. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Sobre o teclado, a imaginação&lt;br /&gt;
vê em minhas mãos um dinossauro:&lt;br /&gt;
o dedo médio é a cabeça. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Mas eu também estou em extinção, &lt;br /&gt;
eu sei. A louca não: &lt;br /&gt;
ela persiste&lt;br /&gt;
como se fosse eterna. Nunca fica triste.&lt;br /&gt;
Quando delira,&lt;br /&gt;
a louca está feliz. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A inspiração, que é minha outra lira&lt;br /&gt;
de sonhos e brinquedos, cordas tensas,&lt;br /&gt;
se estende para um jogo. A louca pensa,&lt;br /&gt;
avalia o convite e se recusa &lt;br /&gt;
a brincar de versejar, contar estórias.&lt;br /&gt;
“Vamos lá fora”, &lt;br /&gt;
me propõe, ciumenta: &lt;br /&gt;
“Agora é hora&lt;br /&gt;
de ver o sol se põr.”&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eu não queria ir, mas a idéia me tenta. &lt;br /&gt;
(No fundo, bem no fundo, a louca é um amor.)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
À noite, depois de duas horas de TV, &lt;br /&gt;
ela me diz: “Eu sou muito melhor! &lt;br /&gt;
Desliga esse negócio, vem comigo.”&lt;br /&gt;
Respondo: “Eu vou. Quer ver? Duvida? &lt;br /&gt;
Espera um pouco, só.&lt;br /&gt;
Você sabe que sou obediente.”&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A louca da imaginação se impacienta e mente:&lt;br /&gt;
“Se você não vier, eu vou embora!” &lt;br /&gt;
Suspiro e obedeço, novamente. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A louca nem espera para ver. &lt;br /&gt;
Confia em seu poder e vai em frente. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Vamos todos juntos para a cama. &lt;br /&gt;
De madrugada, a louca é uma lente&lt;br /&gt;
que permite de longe ver lembranças, &lt;br /&gt;
colori-las, distorcer, voar:&lt;br /&gt;
uns tristes planos, o que não se alcança, &lt;br /&gt;
uns amores que tive, umas desesperanças,&lt;br /&gt;
aquilo que inda quero, o que vou ter. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Ela me pega no colo e me aconchega: &lt;br /&gt;
“Não pense nisso, não. Por hoje, chega. &lt;br /&gt;
Amanhã começamos outra vez”. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A sensação, por fim, de bem-estar.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eu espero e confio, confortada. &lt;br /&gt;
Sem ela, quem sou eu? Um zero. Um nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==p.s.==&lt;br /&gt;
Explicação: Claro q escovo os dentes ao acordar, como todos os habitantes humanos do mundo q se considera civilizado. Mas se a ordem das ações fosse fiel à realidade, &amp;quot;esbalda&amp;quot; e &amp;quot;lauda&amp;quot; ficariam mto distantes... Já &amp;quot;espreguiço&amp;quot; e &amp;quot;isso&amp;quot; não são afetados, trocando a ordem. &lt;br /&gt;
O q fez de &amp;quot;mim&amp;quot; uma desescovada foi pura questão de rima!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nota==&lt;br /&gt;
&amp;quot;A imaginação é a louca da casa&amp;quot; foi o tema dado para a primeira &amp;quot;provocação&amp;quot; do Quinto Desafio Literário, promovido pela Câmara dos Deputados (Literatura de Câmara). Nesse &amp;#039;desafio&amp;#039;, a cada semana é eliminado um autor. &lt;br /&gt;
A provocação consistia em escrever um poema q descrevesse um dia na vida da imaginação, da manhã até a noite. &lt;br /&gt;
Achei o tema, dado pelo coordenador Marco Antunes, dificílimo para os participantes (sou jurada do concurso). Mas resolvi encarar o &amp;#039;desafio&amp;#039; (se eles têm q fazer, eu preciso no mínimo ser capaz de tentar...) e deu nisso q postei aqui. &lt;br /&gt;
O Quinto Desafio está em andamento (está em sua terceira semana).&lt;br /&gt;
Abraço!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Betty VH|Betty VH]] 18h33min de 30 de Abril de 2010 (UTC)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Betty VH</name></author>
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