Mudanças entre as edições de "Brasiléia"

De Sexta Poética
Ir para navegação Ir para pesquisar
(→‎Aquarela: pintando...)
(→‎Povos: povoando...)
Linha 16: Linha 16:
 
==Povos==
 
==Povos==
 
<poem>
 
<poem>
No começo eram os índios
+
No princípio éramos povos
algo como alguns milhões
+
De mil nomes línguas terras
não podiam imaginar
+
Tínhamos nossas mil fés
um futuro de grilhões
+
Lutávamos nossas mil guerras
 +
 
 +
Despertávamos o sol, a lua
 +
Por danças e invocações
 +
Nos contavam as cachoeiras
 +
Segredos das estações
 +
 
 +
Por séculos aqui vivemos
 +
Em solidária companhia
 +
À natureza, rios e mar
 +
Montanha e floresta,
 +
Perigo e alegria
 +
 
 +
Só há pouco vimos chegar
 +
Em monção, bandeira e missão
 +
Os arcabuzes da lusofonia
 +
Berrando chumbo em tom cristão
 +
 
 +
Que por Índios nos abreviaram
 +
Logo o nome, a terra, a vida
 +
E em grilhões nos sufocaram
 +
A língua, a fé, a alma perdida
 
</poem>
 
</poem>
  

Edição das 03h08min de 25 de setembro de 2009

A Brasiléia, o épico das multidões! Ela se explica-se a si mesma e, se não explicar, pague uma pinga pra ela que de bom humor vocês se entendem!

Introdução

Minha terra não se métrica
Que súbita harmonia
A Brasiléia não é épica
Seja uma ode à alegria

A multidão herói
Da pátria sem fronteiras
Constrói seu mutirão
À livre moda brasileira

Povos

No princípio éramos povos
De mil nomes línguas terras
Tínhamos nossas mil fés
Lutávamos nossas mil guerras

Despertávamos o sol, a lua
Por danças e invocações
Nos contavam as cachoeiras
Segredos das estações

Por séculos aqui vivemos
Em solidária companhia
À natureza, rios e mar
Montanha e floresta,
Perigo e alegria

Só há pouco vimos chegar
Em monção, bandeira e missão
Os arcabuzes da lusofonia
Berrando chumbo em tom cristão

Que por Índios nos abreviaram
Logo o nome, a terra, a vida
E em grilhões nos sufocaram
A língua, a fé, a alma perdida

Estados

Aquarela

Se me permitis vós a graça
De aqui pintar aquela luz
Em formas multicoloridas
Nossa Brasiléia nos seduz

Ao vermelho terra intenso
Tons pastéis vem se mesclar
Ocres, sépias, liláses, ambar
No relevo a se abraçar

Azul céu, indescritível
Denso sem começo e fim
E o crepúsculo horizonte
Casando amarelo e carmin

Um espetáculo se formando
Do arco-íris nos vem brindar
Com os matizes dessa Terra
A nos conduzir e abençoar...