Pigmaleão

De Sexta Poética
Revisão de 11h14min de 3 de julho de 2009 por Ozymandias (discussão | contribs) (Criou página com 'Para B.T. <poem>{{comentário}} Isolo-te em meus pensamentos íntimos E nem nos meus sonhos mais ocultos Poderia eu sequer modelar ou vislumbrar Com o talento de um escultor ou a...')
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Para B.T. <poem> Isolo-te em meus pensamentos íntimos E nem nos meus sonhos mais ocultos Poderia eu sequer modelar ou vislumbrar Com o talento de um escultor ou artesão Uma beleza tão intensa e bela Como a pureza do teu olhar de vidro

                            ...Sonhar...

As mulheres, vulgares mulheres Não podem sequer comparar à tua força Ora, elas mortais foram feitas para a vaidade Mas a tua força vem acima, da Divindade.

                            ...Sonhar...

Éres formosa, não apenas pelo teu corpo Não pelo teu rosto, que torna tão fútil A beleza de Helena de Tróia Que foi motivo de mil desgraças. Mas és formosa pelo teu caráter Pela tua vida, tua sabedoria Algo que dia a dia me anima.

                           ...Sonhar...

Posso ficar horas a te observar Na escuridão dos reinos da ilusão Não pelo desejo, mas pela inspiração Não são os favores do leito Que requero de ti, Afrodite bem o sabe Os homens, são vaidosos, só vêem prazer Mesmo quando o que se busca é o afeto Por si, por si, sem mais desejos.

                           ...Sonhar...

Mas nas tuas alturas Sequer pode perceber este mero mortal Nem vês, afinal teu Destino é o Sonhar Nem observas, afinal os mortais não lhe cabem Muito, muito acima deles. És tão bela, tão divina e tão isolada, E tão incompreendida. <poem>

[[Categoria:O Livro dos Esquecidos|]]