Rap da 304

De Sexta Poética
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Tac ti tac, tac-tac tic-tac tac tic tic tic
São os primeiros sinais da vida, contigo aprendi.
(Ou ratatatá tá tatá
é o barulho que faz na barriga da mãe)
 
Bigode grude bolinha de gude olhinho e bolão
Quero ver quem joga esse jogo,
Quero ver quem joga essa mão.
Eu vou na búlica do meio
E você onde lança essa bilha meu irmão,
Ou finca a finca no chão?
Ele vai de túnica na festa da quadra
Ou beija a filha do cara e depois diz que não?

Meu poema continua com Icada
Calo Wilsom Celso e Mimi
E fala do Bady e do Zeca do Lucas o Bosco Pin Lúcia Teca e João
Porta com porta com Gibra Aníbal Hasan todo mundo é Gebrim
Nelsom Nélio Newton e Nevinho
Gustavo Sylvia Sônia e Ivan
Eveline Kátia Tânia o Néio
É o ponta direita mais veloz que eu já vi.
Meu poema lembra do Tales e do Vitinho
E do Rômulo e da Incatur.
Aí vem o Tico e pega o Di Pri
– e bebe no gargalo Vó, bebe no gargalo Pri.
Ana Lúcia, William, Liliam e o Careca chama o Vavá
Quando o jogo é na 104 é melhor mesmo ir mais manso, meu irmão
Olha pra bola e marca de perto esse cara que bobeou ele chuta no gol.

Mas é canja, é canja, é canja de galinha
Arruma outro time pra jogar com a nossa linha!
Porque passou, passou, passou um avião
E nele estava escrito o nosso time é campeão!

Aí vamos dizer que a festa acabou,
Vamos ver ela mal começou.
Bloco A Bloco B Bloco C Bloco D
No H ainda não mora ninguém
O Nando e o Gilberto só chegaram depois
Washington e Wilsom crioulo o Fred a Cláudia o Serginho

Ele morava numa casa que tinha bem ali
Que tinha hortelã no canteiro e por causa disso a gente brigou
O meu primo contou pra minha mãe que a gente comprou
Com uns trocados um maço de Capri que custou
Mil e oitocentos não sei o que, que a gente dividiu e fumou
Mas eu disse que o cheiro era a fumaça da fogueira que a gente fez e brincou
De assar batata doce... e a gente brigou

No meu poema entram o Cláudio Gordo e a Nádima Dona Lúcia olha aí
Orlando Salomão Juliana, a Mônica era ou não era um verdadeiro avião?
E o Tomás... o Tomás... o Tomás... o Tomás e o Levy
E a Tetê... a Tetê... a Tetê... a Tetê, mais gata eu não vi!
Mas quero ter tempo para falar colocar no poema aquela janela
Quero falar da Dayse aquele sonho aquela lembrança
Aquele namoro a distância para falar para concluir
Neste poema quero falar tudo que eu quero falar
Tudo que eu tudo eu contigo aprendi

No poema ainda entram o Luciano o Túlio o Alexandre
Todos vieram de Porangatu
E a Martha eu sei bem, do terceiro andar, eu sei bem, lembro-me bem
Tinha o Dadado O Bebeto tinha a Lia tinha a Lu
Como jogava vôlei o Luiz Carlos,
Agora lembrei também do Gnu.
Bloco F bloco G na escolinha eu fui chamar:
João Maria, joga no gol, meu pai mandou te pedir.

O Job e Zezinho o Hélio e o Waltinho,
O Waltinho o Waldir o Wagner
O Jaime o Carlinhos
São meus primos também também vão jogar
Senão isolo essa bola, não adianta correr que não vai me pegar
Vou te dar um cascudo
Nem o João nem Zé Nogueira não vão te salvar

Voltou? Não voltei, fui pra frente e lembrei
Da Gláucia e da Glória que moravam no bloco seis
E do bloco sete o Carlinho Fernandinho o Paulinho e o Zé Português
O Jorge o Jean o benvindo vem de abadá
E o bloco onze foi lá que eu enterrei
Atrás da última pilastra foi lá
Tinha pera uva maça salada de fruta é melhor
Foi lá ninguém viu posso mudar o lugar
Meu tesouro perdido, contigo aprendi.

Aquele assovio bem longo bem fino como uma coisa caindo
Meu poema lembra do Luiz Fernando era o Lóis irmão do Levy
lembro do Carlos Henrique filho do Seu Lourenço
E volta pro Icada, que é quem abre e quem fecha, fala Raul!
Ihhh... Tô doente...zzzzzzzz... foi mal aí...
Desculpa tá bom é normal tudo bem no ano que vem
Enquanto isso vou andar no meu corcel setenta e três
E vou dizer que aprendi tudo na 304 Sul
e que esse tudo são todos vocês.
São todos vocês.