Mudanças entre as edições de "Reescrito do Soneto de Camões (1872)"

De Sexta Poética
Ir para navegação Ir para pesquisar
(formatando e categorizando)
 
Linha 1: Linha 1:
  <poem>                             
+
<poem>                             
  
 
''''''Reescrita do Soneto de Camões (1872)''''''
 
''''''Reescrita do Soneto de Camões (1872)''''''
Linha 34: Linha 34:
 
Sem posse de minha amada.
 
Sem posse de minha amada.
 
                                   Versão de : Heidy Thiemi
 
                                   Versão de : Heidy Thiemi
 +
</poem>
 +
 
{{Comentário}}
 
{{Comentário}}
 +
 +
[[Categoria:Heidy Thiemi]]

Edição atual tal como às 15h48min de 7 de junho de 2012

                            

'Reescrita do Soneto de Camões (1872)'
                           
Só apenas, vivo agora a adormecer,
Ao mundo que espero viver,
Um dia junto de ti.
Se alguma possibilidade existisse,
De te levar comigo,
Esquecer do que se passa,
Com esse mundo tão confuso.
Será que eu me esqueci,

Ou não existe alguém que entenda,
Ninguém nunca passou por isto,
Já não resta nem mesmo,
Um papel que me compreenda.

Tenho sido escravo desse sonho,
Que me pego iludido,
E ainda assim sou comparado,
Aos que em loucura vivem mentindo.

Como um barco sem vela em alto mar,
Sou o pobre homem a remar,
Enquanto vivo a imaginar,
Você do outro lado a me esperar.

Sonho este sem juízo,
Assim como todos me encaram,
Mas hoje eu não ligo,
Só escondo o que sinto,
Sozinho e sofrido
Sem posse de minha amada.
                                   Versão de : Heidy Thiemi