O homem mais inteligente do mundo

De Sexta Poética
Ir para navegação Ir para pesquisar


Sabia de amor e de números.

Sabia das palavras e das coisas.

Tinha lógica, e tinha loucura.

Mas não entendia a estupidez.

.

Não a estupidez dos amantes,

nem a dos poetas.

Esta estava clara feito cristal.

Mas aquela sem alma, sem sentido.

Aquela de todos os outros, dos homens e das mulheres comuns.

A da fechada no trânsito, da palavra atravessada.

Da cotovelada no metrô.

.

Um dia, conheceu o que era a humanidade.

Calado, retirou-se para o alto dos himalaias.

.

E atirou-se de lá de cima.